“Quem diria, até vela é poesia. Você acende uma vela na beira da banheira para um relaxante banho de espuma; você acende uma vela para clarear um ambiente quando falta energia; você acende uma vela quando vai acender um lampião. E me diz uma coisa, é tudo temporário, não é? Deixando de lado a retórica, vou abrir espaço para uma metáfora. Tu usas a vela como segunda opção. Tu usas a vela como usas um emplastro que só fica grudado em você enquanto dói. Depois disso, você faz o que bem entender com o emplastro - e com a vela -. Quando você acende uma vela à beira da banheira para tomar um relaxante banho de banheira, após estar devidamente relaxado, apagas a vela como se ela fosse algo em segundo plano. Ela esteve em primeiro plano enquanto tu precisou. É como aquela pessoa. Aquela famosa segunda opção. Aquela que você só conversa quando ninguém chega em você; aquela que você só abraça quando ninguém abraça você; aquela que pra você, lá no fundo, tanto faz. Não adianta dizer que não é assim. De volta às metáforas, quando você acende uma vela por conta da falta de energia, você apaga ela logo que a energia volta. Você nem ao mínimo permite que a pobre vela, vá consumindo-se vagarosamente. Tudo ocorre com intervenção tua. Você apaga a vela quando bem entende como tira o emplastro e abraça aquela segunda opção também quando bem entende. Nisso tudo, só há um problema. Esse problema está presente quando a vela é apagada pelo vento. Não teve intervenção tua e ela não pode consumir-se por completo. É como você levar um tiro na cabeça na metade da sua vida. Tudo acaba de uma hora para a outra. A vela que existe dentro de ti pode apagar-se com o vento, ou pode apagar-se em um dia ensolarado. E como a pequena chama de uma vela, você cai e desaparece. Não deixando transparecer, mas você cai. Cai dentro de você mesmo. E a partir desse momento, é você quem escolhe. Tens a opção de reacender a vela, ou de reascender as montanhas de obstáculos existentes dentro de ti. A escolha é toda sua. Uma coisa por cada vez. Como dizem os mais antigos: De grão em grão a galinha enche o bucho. Então, vai com calma. A escolha é sua. E, se por um acaso, você não concordar comigo que vela também é poesia, irei me despedir por aqui com minhas últimas palavras. Mas que alegria, até em vela eu vejo poesia!”
— Metáfora Poética - Arthur Macedo
“Ele: Mô adivinha com o que sonhei hoje?
Ela: Não me admiraria você dizer que foi sexo.
Ele: Como adivinhou?
Ela: Você só pensa nisso, além de ter uma mente muito poluída.
Ele: Eu não penso só em sexo, penso em várias coisas.
Ela: Então me diga apenas uma que não seja relacionada a sexo.
Ele: Você fazendo sexo selvagem comigo.
Ela: Viu, é relacionada a sexo.
Ele: Mas então não irá realizar meu sonho Mô?
Ela: Depende.
Ele: Do que?
Ela: De você também realizar o meu.
Ele: E qual é?
Ela: Fazer sexo comigo, só comigo, pra sempre.”
“Adotei aquela teoria “se não deu certo, não era pra ser”, tentando não me sentir tão idiota por te deixar ir embora. O problema é… Como toda porcaria de teoria, na prática, ela não funciona.”